A razão tem limites.

Essa frase é interessante ao mesmo tempo que é paradoxal, e esta me acompanhando nos últimos dias. Motivo? “Fog of War”, documentário com Robert S. McNamara, no qual o ex secretário de estado americano conta e emite sua opinião sobre acontecimentos que marcaram seu governo, como a Crise do Mísseis, Guerra do Vietnã e Guerra Fria.

McNamara, numa passagem que me fez pensar bastante, disse:

LeMay, disse: Se nós perdermos a guerra, seremos julgados por crimes de guerra. E eu acho que ele está certo. Ele e eu diria eu, estávamos agindo como criminosos de guerra. LeMay reconheceu que o que ele estava fazendo seria considerado imoral, em caso de uma derrota, mas o que faz isso ser imoral se perdermos e não ser imoral se ganharmos?”

O que torna o perdedor de uma disputa, seja ela física ou ideológica, apenas, imoral e o ganhador, por assim dizer, moral? Seria Hitler considerado um assassino se o nazismo tivesse se sobressaido e dominado o mundo? Os aliados seriam considerados desumanos?

Esse post será pequeno, até porque a criatividade não vem, mas gostaria de deixar outra citação de Robert McNamara que descreve, ainda que de forma mais especifica, a idéia do post:

“A guerra é tão complexa que é um fenomeno que vai além da capacidade da mente humana de compreender todas suas variáveis.
Nosso julgamento, o nosso entendimento, não são suficientes e nós matamos pessoas desnecessariamente.
Wilson disse: “nós ganhamos a guerra para terminar todas as guerras”
Eu não sou tão ingénuo ou simplista de acreditar nós podemos eliminar a guerra nós não vamos mudar a natureza humana tão cedo. Não é que não somos racionais. Nós somos racionais, mas razão tem limites.”

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