Preciso de ti. Minha vida, tão curta, não suporta viver um minuto sem ti.
És minha fortaleza, meu exército atento, meu sono tranquilo.
És eterno, és atual e antigo, sem deixar de ser moderno.
Nacional, talvez. Só quando precisa, em copa.
Minha devoção a ti encontra sentido não porque és minha mãe, mas porque, como filho, o amo.
Talvez tal devoção não seja explícita e sempre presente, mas sabes que podes contar comigo.
Viver sem, hoje, seria não pertencer a mim mesmo. Tentar conceber o inconcebivel. Ponderar o imponderável.
Necessito de sua presença onipresente. Onipresente, não onipotente.
Não onipotente porque não sabes ser. És, quando queres, mas, por aqui, eres injusto.
Injusto não por sua vontade, mas pela de outros que não lhe devotam o mesmo que eu.
Se um dia for chegada a hora de provar-lhe, aguarde, serenamente, que o farei com orgulho.
Orgulho de precisar de ti, de te louvar, de te amar, te ser parte e todo ao mesmo tempo, sem que se traçe um paradoxo.
Eres, de fato, uma certeza dubia, mas que ainda é certeza. Se não compreendes, é porque não é chegada a hora.
Orgulho de precisar de ti, para sempre.